Implantação Completa de ETE Estação de Tratamento de Esgoto Industrial no Polo de Manaus
- Gustavo MedBen
- 14 de fev.
- 6 min de leitura
Atualizado: 15 de fev.
Uma grande indústria localizada no Distrito Industrial de Manaus iniciou um processo de adequação e modernização do seu sistema de esgotamento sanitário ETE em Manaus.
O projeto contemplou o fornecimento e a instalação completa de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), incluindo:
Fabricação do tanque em PRFV
Módulos anaeróbios e aeróbios
Sistema de cloração
Estação elevatória em alvenaria
Interligação à rede existente
Execução integral da obra civil
Toda a implantação foi executada em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e normas ambientais aplicáveis ao município de Manaus.
VISÃO GERAL DA ÁREA:

CHEGADA DA ESTAÇÃO - (Fabricação e Entrega em Prazo Recorde, apenas 30 dias):

Após a definição técnica do projeto, a estação elevatória foi fabricada em apenas 30 dias, cumprindo rigorosamente o cronograma estabelecido.
A logística de transporte foi planejada para garantir segurança e agilidade na entrega. A ETE foi descarregada em na Industria de Manaus com auxílio de caminhão e posicionado no ponto estratégico definido em projeto, próximo à rede de esgoto existente.
Essa decisão técnica reduziu a extensão da nova linha de recalque, minimizou interferências na área industrial e aumentou a eficiência da interligação hidráulica.
PREPARAÇÃO E EXECUÇÃO DOS BERÇOS:

Antes mesmo da chegada da ETE, a equipe já executava os berços estruturais em concreto armado. As formas foram confeccionadas artesanalmente e sob medida, respeitando as dimensões exatas do tanque e garantindo encaixe perfeito, estabilidade e distribuição adequada de carga.”
“Os berços foram nivelados conforme projeto, assegurando apoio uniforme e evitando tensões estruturais no equipamento.
POSICIONAMENTO FINAL SOBRE OS BERÇOS:

Após a cura e verificação do nivelamento dos berços em concreto armado, a estação foi posicionada definitivamente sobre a base estrutural.
O apoio foi projetado para garantir:
Distribuição uniforme de carga
Estabilidade do conjunto
Preservação da integridade estrutural do tanque em PRFV
Alinhamento hidráulico correto
O encaixe preciso confirma a importância do planejamento antecipado da base, reduzindo ajustes posteriores e assegurando desempenho estrutural adequado ao longo da operação.
O QUE É E PARA QUE SERVE UMA ESTAÇÃO ELEVATÓRIA de uma ETE Manaus?
Em sistemas de esgotamento sanitário, nem sempre o efluente consegue escoar naturalmente por gravidade até a estação de tratamento. Diferenças de nível, distância ou interferências estruturais podem impedir o fluxo direto.
A estação elevatória é a estrutura responsável por resolver essa limitação.
Ela recebe o esgoto bruto proveniente da rede interna do empreendimento e, por meio de bombas submersíveis de recalque, eleva esse efluente até o módulo de tratamento.
⚙️ Como funciona na prática
O esgoto bruto entra na câmara de bombeamento.
O nível interno é monitorado por sistema de controle (boias ou sensores).
Ao atingir determinado nível, a bomba é acionada automaticamente.
O efluente é impulsionado pela linha de recalque até a ETE.
Normalmente, o sistema é projetado com duas bombas:
Uma em operação
Uma reserva (redundância operacional)
Isso garante segurança e continuidade do funcionamento.
🎯 Por que ela é essencial?
Sem a elevatória:
O esgoto não alcança a estação de tratamento.
O sistema perde eficiência.
Há risco de retorno ou acúmulo indevido.
A elevatória é o elo entre geração e tratamento.Ela garante que todo o efluente produzido seja conduzido corretamente até o sistema que fará sua depuração.
EXECUÇÃO DA ESTAÇÃO ELEVATÓRIA EM ALVENARIA:










A escavação da estação elevatória foi executada com equipamento desenvolvido pela própria equipe da ECOETE PRESERVE, composto por conjunto motorizado acoplado a trado helicoidal (broca espiral de perfuração com hélice contínua e ponta de corte reforçada), o que acelerou significativamente a remoção de solo e garantiu maior controle geométrico da cava. A escavação atingiu aproximadamente 2,30 m por 1,80 m, alcançando a cota hidráulica necessária para o funcionamento adequado do sistema. Após a etapa mecanizada, o acabamento final, ajustes dimensionais e regularização de fundo foram realizados manualmente, assegurando precisão nas medidas, nivelamento adequado e preparação correta para execução do radier estrutural em concreto armado.
🚧 INTERLIGAÇÃO À REDE DE ESGOTO PRÉ-EXISTENTE
A etapa mais crítica da implantação
Após a conclusão da estação elevatória, iniciou-se a fase mais complexa do projeto: a execução da nova rede para interligação ao sistema de esgoto já existente na unidade industrial.
Essa etapa exigiu precisão técnica, controle de cota e intervenção estrutural na área pavimentada.
ETAPA 1 – RECORTE DA CALÇADA:

A abertura da área pavimentada foi realizada com corte prévio utilizando disco diamantado, assegurando delimitação precisa da intervenção e preservação estrutural do entorno.
Na sequência, foi executada a demolição controlada da calçada com martelete elétrico, permitindo a remoção do concreto e acesso à camada de solo para escavação da nova rede.
ETAPA 2 – ESCAVAÇÃO ATÉ A COTA:

Após a remoção da pavimentação, a escavação foi conduzida até aproximadamente 80 cm de profundidade, atingindo a cota necessária para garantir o correto alinhamento da nova tubulação com a rede existente.
Essa etapa foi fundamental para assegurar:
Escoamento adequado
Inclinação correta da tubulação
Ausência de contra-fluxo
ETAPA 3 – IMPLANTAÇÃO DA NOVA TUBULAÇÃO:

Com a vala aberta e nivelada, foi implantada a nova tubulação de esgoto, respeitando inclinação mínima e critérios técnicos de alinhamento.
Foram executadas:
Conexões à rede existente
Vedação adequada das juntas
Testes preliminares de fluxo
A interligação foi realizada de forma controlada, garantindo continuidade operacional do sistema industrial.
ETAPA 4 – REATERRO E RECOMPOSIÇÃO:

Reaterro Compactado e Recomposição da Calçada
Após a validação da interligação, a vala foi reaterrada com compactação adequada em camadas, garantindo estabilidade do solo e evitando recalques futuros.
Na sequência, foi realizada a recomposição da calçada com concretagem e acabamento final, restabelecendo a área ao padrão original.
ETAPA 5 – ASPECTO FINALIZADO:



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